O Governo criou uma linha de tesouraria de 110 milhões de euros destinada a dar liquidez a cooperativas e empresas transformadoras para o pagamento da uva das campanhas de 2025 e 2026.

O mecanismo permite também reestruturar créditos contraídos ao abrigo da linha equivalente lançada em 2024.

Os empréstimos utilizados para pagar a produção aos viticultores beneficiam de uma bonificação de juros até 75%. O acesso está, no entanto, sujeito a uma condição: as empresas e cooperativas beneficiárias não podem ter introduzido no consumo vinho proveniente de outros Estados-membros da União Europeia ou de países terceiros nas campanhas de 2023/2024, 2024/2025 e 2025/2026.

“O viticultor é o mais importante credor das adegas. A prioridade é pagar atempadamente aos agricultores o preço justo pela sua produção”, afirmou José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar, acrescentando que as entidades que tenham importado vinho nas últimas três campanhas ficam excluídas da linha.

O novo mecanismo aumenta em 10 milhões de euros a dotação face à linha criada em setembro de 2024, que disponibilizou 100 milhões de euros ao setor para aliviar dificuldades de tesouraria e financiar o pagamento da uva.

A medida junta-se a outros apoios aprovados este ano para o setor vitivinícola. No início de setembro, o Conselho de Ministros aprovou, por exemplo, um apoio extraordinário até 12 milhões de euros para viticultores da Região Demarcada do Douro com dificuldades de escoamento na campanha de 2026/2027.